sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Feliz Natal!

“Então é Natal e o que você fez...”

Houve um dia em que uma estrela riscou o céu, que anjos desceram à terra, que magos agruparam-se, que uma mulher concebeu pelo poder do Espírito de Deus, que uma manjedoura tornou-se em berço de fé, que o Natal surgiu e que o cristianismo festejou.
            A idéia de fé, de paz, de misericórdia, de caridade, de justiça, de solidariedade, de altruísmo, de amor então se colocou entre os homens de boa vontade. Publicou-se a fé cristã e a possibilidade de redenção da humanidade.
            Nesse sentido, o espírito pronunciado não parece ser sinônimo de materialidade, mas de espiritualidade. Busca o melhoramento humano e não a troca de presentes ou ceias pomposas. Requer a mão estendida sempre e não em uma data pontual.
            A força contagiante do espírito natalino nos faz perceber o outro como igual, ainda que diferente em condições materiais e culturais. Faz-nos reler sobre o que fizemos em meio aos 365 dias vividos em 2010 e questionar sobre os rumos do novo ano que já se anuncia.
            A magia do bom velhinho, velho Noel, Santa Claus em seu trenó não fica atrás. Voando pelo céu na direção de chaminés, meias, beiradas de cama, sonhos, pedidos, cartinhas embalou e embala pensamentos e lembranças da infância que jamais poderão ser perdidos, pois a sensação infantil da espera de boas coisas deve perdurar em nossas vidas. Bons comportamentos devem nos guiar para que não precisemos perceber que continuamos a errar os mesmos pontos, apostando e jurando que no próximo ano tudo será melhor, pois tentaremos ser melhores.
            A racionalidade humana deveria entender e estender a atmosfera diferenciada desse período, superando risos, afagos, abraços e palavras que não terminam em um dia, uma vez que precisamos colocar a nossa digital no percurso da vida, da vida contextual.
            Que a noite de natal traga essa reflexão e que 2011 seja mais que materialidades, que seja uma nova vida, um novo tempo. Que possamos renascer em manjedouras na noite em que a estrela cortou o céu.

Alexsandra Barros
Coordenação de Apoio Pedagógico aos Docentes e Discentes

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