quinta-feira, 14 de abril de 2011

A EDUCAÇÃO DO SÉCULO XXI: possibilidades de um novo tempo?

A política traçada para a América Latina e o Caribe sinalizou à qualidade do ensino, sendo materializada a partir do estabelecimento de parcerias entre o Estado, o Privado e ONG’S.
 A qualidade do ensino vem objetivando-se a partir daí como o grande foco das políticas educacionais brasileiras, desde os anos de 1980.
            Em 2010, a CONAE – Conferência Nacional de Educação – buscou tal pressuposto educacional para a materialização do PNE – Plano Nacional de Educação –, demarcando o financiamento da educação, bem como o seu peculiar planejamento.
            Assim, como exemplo, o sexto eixo desta construção – PNE – versa sobre Inclusão, Diversidade e Igualdade, resgatando a qualidade do ensino em meio à inclusão da diversidade. Para isso trata das minorias, como: afro-descendentes, portadores de necessidades especiais, gênero e sexualidade, educação de trabalhadores do campo, distorção idade-série, educação de jovens e adultos, educação ambiental e sustentabilidade, grupos indígenas, formação docente etc.
            Nessa condução, a educação pública passa a ser fomentada como alternativa de universalizar, factualmente, a educação, sem desmerecer a importante contribuição dos espaços privados de formação, que devem, igualmente, importar-se com a inclusão da diversidade, fomentando uma educação de qualidade.
            Universalizar a educação de qualidade requer que espaços formadores estejam gerando políticas que também contemplem a formação continuada de educadores, especialmente quanto à discussão acima sinalizada.
            O Estado neoliberal brasileiro quando pensa a política inclusiva, a ação afirmativa redimensiona-se quanto ao necessário desenvolvimento científico, tecnológico e econômico da nação, dando reconhecimento e visibilidade ao “excluído”, reconhecendo o preconceito que social e historicamente foi instituído.
            Direitos sociais, como derivação dos direitos humanos, são sinônimos da universalização do ensino, dentro do horizonte do séc. XXI. Disso, compreende-se a tentativa de recondução do Estado que não se caracteriza como provedor do bem-estar social. Ainda que não seja ético, toma para si, em meio a negociações e troca de responsabilidades, a oferta da qualidade de ensino.
             
Portanto, A EDUCAÇÃO DO SÉCULO XXI necessita de que o sucesso escolar seja problematizado na relação teoria e prática, sinalizando possibilidades de um novo tempo, pois a sofisticação do conhecimento gerará a intervenção humana em meio à gestão do saber produzido. Para tanto, é certo, que as fundamentais ciências da educação necessitarão de revisão dos seus horizontes e possibilidades e que educadores lancem-se na seara da construção de infindo labor do conhecimento.
Nessa vanguarda e na compreensão de sua realidade social, bem como demandas, o Instituto Florence de Ensino insere-se, haja vista o pensar e repensar a educação, ofertando uma formação inicial e continuada para discentes e docentes, conjugando esforço para que o saber dignifique o homem, hominizando-o, fomentando a ética, a ciência e a técnica.
Do exposto, sente-se à vontade para suscitar reflexões sobre o fazer educativo, sugerindo aos seus pares atenção às políticas educacionais, às demandas da formação e aos desafios do novo tempo.
É certo que o século XXI traz um novo tempo, mas é preciso que se esteja vigilante para o saber e atento ao tempo que refaz o tempo na aurora do conhecimento.



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