quinta-feira, 5 de maio de 2011

PARA AS MÃES QUE SE FIZERAM MÃES, PARABÉNS!

Culturalmente, nós mulheres, aprendemos, desde a mais tenra idade, o significado e o comportamento de ser mãe. Ganhamos bonecos, panelinhas, casinhas e brincamos com atividades que denotam o cuidado. “Sempre frágeis”, vamos entendendo, dentro e fora de casa, a arte de observar e desenvolver múltiplas funções.
            Temos como missão cristã e social o procriar, empreendendo um labor que assegure à futura cria o sucesso pessoal, familiar e social, planejando um roteiro que permita a ela ocupar sempre os primeiros lugares, uma vez que filho de peixe (fêmea), peixinho é!
            Mas a existência nos faz outros apelos, além do cultural, faz o apelo à sobrevivência, imputando a necessidade do trabalho, enquanto força produtiva. Nesse sentido, outros assumem “a posição” da mãe biológica: vó, tia, sobrinha, irmã, babá etc.
            Entretanto, sem desejar perder o seu posto materno, adquirido por 9 meses, a mãe faz recomendações, ligações, vigílias às substitutas, lembrando o horário da papinha, do suquinho, da sopinha, do banho, do passeio, do brincar, do dormir etc.
            Assim, vamos crescendo e compreendendo que, na presença ou na ausência, o ser mãe tem algo de sacrossanto como a figura milenar da Mãe Maria, que mesmo em suas laborosas obrigações nunca se furta ou desapropria-se do amor que a define como mãe, mas que ser mãe, também, está para além da maternidade, atinge o horizonte afetivo que é configurado na gestação de sentimentos, do convívio, portanto, aquelas que emprestam os braços e a vida ao cuidar, igualmente, assumem para si a característica física e psíquica de ser mãe, além da carga cultural que, de maneira ancestral, já a caracterizou desde a sua percepção como mulher.
            Já adultas, vivemos o conflito patriarcal que tende a nos dissociar da figura de mulher-sedutora e mulher-angelical-mãe, nos aprisionando à educação dos nossos rebentos. Apesar de tudo, pelo sublime e espetacular afeto, tentamos nos entender na complexidade da vida que nos inserimos, empreendendo jornadas tão extensivas que em nada suprimem a aura da mãe que aprendemos a ser.
            O dia 08/05/2011 será um dia que lembraremos todas as mães que se fizeram mães, seja pelo ato biológico ou afetivo da concepção, pois nos parece que no exercício do amor é que aquele olhar, aquele abraço, aquele ombro, aquele cafuné, aquele beijo, aquela palavra se definem. É nesse olhar que nos invade e nos descobre que encontramos conforto na doença, na alegria, nas vitórias e derrotas. É nele que nos asseguramos que podemos sorrir, falar e caminhar.
            Certamente, existe algo de divino no ser mãe, pois até telepaticamente conseguimos rastrear as necessidades dos nossos pimpolhos. Penso até que se a vida fosse descortinada com a maternidade do amor teríamos muitos mantos a nos cobrir nas tempestades e brisas que nos alcançassem. Tudo seria mais sublime se os olhos daquelas que se fizeram mães alcançassem o mundo em toda a sua totalidade.
            Parabéns filhos! Pois nada mais divino e profundo do que o amor que lhe encontrou.
            Obrigada mamães! Pois nada seria tão humano sem o teu amor.

Parabéns, mães!

Coordenação de Apoio Pedagógico aos Docentes e Discentes do Instituto Florence de Ensino
Alexsandra Gomes Barros

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